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Petrúcio Ferreira relembrou drama que passou há um ano

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Petrúcio Ferreira relembrou drama que passou há um ano

O ano promete para os atletas que disputarão os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. 🥇🏆Petrúcio Ferreira é um dos talentos que têm grandes chances de conquistar medalhas. No Encontro, o paraibano – considerado o atleta paralímpico mais rápido do mundo – lembrou sua história de vida e se emocionou ao recordar de um acidente que poderia ter o deixado tetraplégico. Em 2019, ele fraturou o maxilar ao decidir tomar um banho de rio e bater a cabeça em uma pedra.

“Algumas pessoas hoje me olham e acham que eu não sofri nada, mas naquele dia 2 de janeiro eu fraturei o maxilar e hoje tenho 8 placas e 36 parafusos no meu rosto”.

“Eu estava no rio com meu pai… Achava que conhecia o rio, mas a água estava escura. Acabei pulando de uma pedra e bati com meu queixo em uma outra pedra. Eu poderia ter ficado de cadeira de rodas ou alguma coisa bem pior”.

O atleta ainda revelou que precisou ficar cinco meses se recuperando. “O mais difícil é porque eu precisava treinar para fazer resultados para entrar nas grandes competições, que eram os campeonatos Panamericano e o Mundial. Eu passei três semanas dormindo sentado porque eu não conseguia me deitar de tanta dor que eu sentia no rosto”.

Apesar das dificuldades, Petrúcio disse que usou toda a sua força de vontade para realizar um sonho:

“Cheguei a perder 9 kg e muita massa muscular. Eu ouvia muitas pessoas dizendo que eu não iria conseguir voltar a treinar naquele ano. Eu ficava no quarto chorando sozinho. Mas eu coloquei na cabeça que em 2019 eu ia dar a volta por cima, ia me recuperar e fazer o melhor resultado da minha vida e realizar um sonho que eu tinha: de me tornar o atleta paraolímpico mais rápido do mundo”.

Uma história de superação

Quando criança, Petrúcio teve parte do braço esquerdo arrancado em uma máquina de moer capim. No Mundial de Paratletismo de Dubai, ele correu 100 metros em 10s42, batendo um recorde que era dele mesmo.

“Sofri muito quando criança com essa deficiência, mas acho que quem sofreu mais foi a minha mãe para tentar mostrar para mim que eu não era diferente de ninguém… Hoje eu vejo, através do esporte, que não sou deficiente. Eu sou eficiente e consigo fazer a diferença pelo esporte que eu pratico. Consegui ser espelho para outros jovens”.

Revista Isto É

 

 

 

 

 

 

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