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João Agripino pediu para adversários de Bolsonaro descerem do palanque

Política

João Agripino pediu para adversários de Bolsonaro descerem do palanque

O ex-deputado federal paraibano João Agripino Maia, advogado com atuação em Brasília, comentou que “está na hora dos adversários do presidente eleito Jair Bolsonaro descerem do palanque e contribuírem com o futuro governo na construção de um país mais justo”. Ele lembrou que já há algum tempo está afastado da atividade política propriamente dita, sem deixar de atuar como um “ser político” que acompanha os problemas nacionais e torce para que eles sejam equacionados. No entendimento do ex-deputado, também chamado de “João Neto”, os adversários de Bolsonaro, em especial o PT, que ele derrotou no segundo turno, estão praticando o “jus esperneandi” – direito de espernear – por inconformação com o desfecho das urnas. “Mas essa atitude não leva a nada nem ajuda ao país”, verberou.

João Agripino Maia foi deputado federal constituinte em 1998, participando ativamente dos debates que resultaram na promulgação da chamada Constituição Cidadã, tal como se referiu o falecido deputado Ulysses Guimarães, que presidia a Câmara dos Deputados. João Agripino teve um desempenho elogiável na Constituinte, votando em matérias de interesse público e, particularmente, dos trabalhadores. Na avaliação rigorosa do Diap – Departamento Intersindical de Assessoramento Parlamentar, o então deputado pelo PMDB da Paraíba tomou posições nacionalistas e alinhou-se com segmentos progressistas que se mobilizaram para derrotar propostas do agrupamento denominado “Centrão” e que congregava expoentes do conservadorismo político como representantes de bancadas de vários Estados.

Ele contou que estava deixando a Câmara quando lá tomava assento Jair Bolsonaro, pelo Estado do Rio, não tendo tido tempo de atuar ao seu lado em plenário. Frisou que reconhece e admite alguns despautérios e exageros cometidos por Jair Bolsonaro em consequência do seu temperamento, mas opinou que tais arroubos estão longe de constituir uma ameaça à democracia no país, como querem fazer crer partidos e agrupamentos sociais visceralmente contrários ao presidente eleito. O fundamental, na avaliação de Agripino, filho do ex-governador paraibano João Agripíno Filho, foi a pregação encetada por Bolsonaro, quando candidato, contra a corrupção endêmica que teria sido institucionalizada no país a partir de 1994. A seu ver, tratava-se de uma aspiração latente da sociedade, cansada com os escândalos atribuídos a governos petistas, inclusive, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena de prisão numa cela da superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

– Não é segredo para ninguém que estava em curso no Brasil um nefasto projeto de poder arquitetado pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, com o pleno aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o seu entendimento, os líderes petistas tentaram camuflar os desvios éticos cometidos apregoando que havia sido instaurada uma gestão focada nos interesses populares, “mas caiu a máscara e o eleitor consciente se manifestou no sentido de repudiar o que vinha sendo executado de forma criminosa no país”. Em 1990, João Agripino Maia foi candidato ao governo da Paraíba com o apoio do então governador Tarcísio Burity. A disputa ficou polarizada entre Wilson Braga (PDS) e Ronaldo Cunha Lima (PMDB). Mas Agripino obteve uma votação expressiva, principalmente oriunda de setores médios da sociedade e foi cortejado como uma espécie de fiel da balança. Ao declarar seu apoio a Ronaldo no segundo turno, contribuiu para a vitória deste e para a derrocada do chamado braguismo.

Nonato Guedes

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