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Escola de Pombal recebeu selo de excelência de ensino

Política

Escola de Pombal recebeu selo de excelência de ensino

Em um universo de 652 escolas da rede pública estadual de ensino na Paraíba, onde estão matriculados mais de 283 mil alunos, apenas 20 são elencadas pela Secretaria de Estado da Educação (SEE) como de excelência. Nelas, os estudantes alcançaram os melhores resultados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que demonstra o alto nível de aprendizado e, em consequência, mais chances de ingresso no ensino superior e nos cursos mais concorridos.

O resultado demonstra que houve avanço, mas o caminho a ser percorrido até alcançar todas as escolas públicas ainda é longo, na opinião de especialistas em Educação. Eles acreditam que é preciso melhorar a estrutura física dos prédios, adquirir equipamentos modernos e materiais didáticos atualizados para que o aluno se sinta estimulado. Também são necessários investimentos na formação continuada dos professores e remuneração que garanta a dedicação exclusiva dos ‘mestres’.

Escolas municipais aparecem em levantamento nacional

Quatro escolas municipais da Paraíba aparecem em um levantamento feito pela Fundação Lemann, Instituto Credit Suisse Hekging-Griffo e Itaú BBA, que avalia indicadores de aprendizagem e desempenho em atividades externas. As escolas Doutor José Novais, em João Pessoa, e Matilde de Castro Bandeira, em Pombal, receberam o selo ‘Excelência com Equidade’, que indica um bom desempenho em avaliações externas.

Já as escolas Defino José dos Santos, em Água Branca, e pastor Frank Dyer, em Patos, ganharam o selo ‘Bom Percurso’, que aponta as melhores escolas por microrregião, o que mostra que elas alcançaram o patamar nacional nos indicadores de aprendizagem. O levantamento foi lançado em novembro de 2017.

Educação pública de qualidade custaria até 5 vezes mais, diz estudo

Um estudo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, lançado dia 5 de junho, apontou que o Brasil deveria investir até cinco vezes mais do que gasta hoje para garantir uma educação pública de qualidade, desde a creche até o ensino médio. O cálculo do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) considera os custos para a formação e valorização dos professores, despesas com água, luz e telefone, aquisição de materiais em geral, como equipamentos para esportes, brincadeira e música, aparelhos e utensílios para cozinha, coleções e materiais bibliográficos, entre outros.

A maior diferença está no investimento para garantir creches em período integral. Neste caso, seriam necessários R$ 21.280,12 anuais por aluno para custear a oferta em área urbana. Hoje, são pagos R$ 3.921,67 por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). No total, considerando transporte escolar, que não estão incluídos no que é pago pelo Fundeb, seriam necessários R$ 23.579,62 por ano por aluno para essas creches.

No ensino fundamental, o valor deveria pelo menos dobrar para a oferta de qualidade na cidade e quase triplicar no campo. No ensino médio, o valor atual precisaria aumentar em pelo menos 50%. A educação especial inclusiva passaria dos atuais R$ 7.240,02 pagos pelo Fundeb para R$ 19.167,47 anuais por estudante e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino fundamental, de R$ 2.413,34 para R$ 8.366,17.

A implementação do CAQi está prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionada em 2014, que estabelece metas e estratégias para serem cumpridas da educação infantil à pós-graduação no Brasil até 2024. Pelo PNE, o CAQi deveria ter sido implantado com dois anos de vigência da lei, ou seja, em 2016. Em nota, o MEC informou que está trabalhando pela definição de outros dispositivos que permitirão a implementação do CAQi e do CAQ. O MEC destacou ainda destacou ainda a constituição de um novo Fundeb que ajudará a tornar o financiamento da educação básica sustentável.

“É importante termos um CAQi porque ele é um mecanismo de justiça federativa nacional. Ele coloca uma linha abaixo da qual não há qualidade na educação. Esse dispositivo é essencial em uma federação, especialmente em um país tão extenso e com tamanhas desigualdades regionais”.

Andressa Pellanda, coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

 

 

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