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Clinton Medeiros

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ALPB vai ter sessão na semana da eleição

Política

ALPB vai ter sessão na semana da eleição

Já na reta final da campanha eleitoral, a presença dos deputados em Plenário na Assembleia Legislativa está cada vez mais rara. Contudo, o presidente da Casa, deputado Gervásio Maia (PSB), descartou a possibilidade de suspender as sessões uma semana antes do pleito eleitoral.

Segundo ele, a Casa continuará com atividades funcionando normalmente, ainda que não haja pauta para votação de matérias.

“A Casa vai ficar funcionando. Se alguém quer chamar a atenção porque estamos às vésperas de uma eleição, eu preciso dizer que tudo está em dia com o Regimento Interno. Os procedimentos legislativos estão sendo totalmente cumpridos”, garantiu.

Gervásio Maia agradeceu ainda aos colegas parlamentares pelo esforço feito durante todo o período eleitoral, uma vez que todos os deputados à reeleição ou não, como no seu caso, que postula uma cadeira na Câmara Federal, estão vivendo um pleito diferente das eleições de 2014, quando o período de campanha foi de 90 dias e nesta é de apenas 45 dias. “Está tudo dentro do que foi planejado com os líderes”, disse.

Para não furarem a pauta de votação, já que estão sendo bastante cobrados, o presidente explicou ainda que foi feita uma reunião com as lideranças dos partidos da Casa e que o acordo vem sendo cumprido, tanto pelos deputados da situação quanto da oposição.

“É claro que o período exige muito de cada parlamentar, aliás o tempo inteiro, principalmente para os deputados que atuam, que visitam os municípios. As atividades extra-assembleia, mesmo que nós não estejamos em campanha eleitoral, são muito intensas. Claro que não para todos, mas para uma boa parte dos colegas. Então, é preciso conciliar as atividades que não se restringem somente ao prédio da Assembleia, mas nesse período de campanha eu preciso dizer que o dever de casa está em dia”, asseverou.

SALÁRIOS – Gervásio, e os deputados Branco Mendes (Podemos) e Bruno Cunha Lima (PSDB) disseram que vão votar contra o aumento de salário dos deputados estaduais. Questionados sobre a posição deles quanto a proposta, eles argumentaram com falas sobre a crise econômica no país.

A pergunta por que o reajuste é votado sempre de quatro em quatro anos. Com o fim dos atuais mandatos, aproxima-se o período do reajuste entrar em pauta na ALPB.

Com o aumento de 16,38% para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), os  deputados estaduais da Paraíba também poderão reajustar o próprio salário, que atualmente já atinge o valor de R$ 25.322 e com o reajuste deverá subir ao patamar de R$ 29.250.

“Eu mesmo fui contra o Supremo aprovar esse aumento porque isso vai refletir como efeito cascata. Isso só vem prejudicar o país que vive uma crise muito grande. Eu acho que todos deveriam pensar melhor e evitar um aumento dessa natureza, causando um prejuízo aos cofres públicos da nação. E é aí onde eu digo a você que todos precisam renunciar a muitas regalias para a economia desses Poderes e sobrar para investir naquilo que é necessário para a saúde, a educação, a infraestrutura e a todos os setores que precisam desses recursos”, disse Branco Mendes.

O presidente da Assembleia Legislativa estadual, Gervásio Maia, também se posicionou. “Não defendo aumento. Não defenderei aumento. Sobretudo porque o país vive uma profunda crise causada por tudo isso que aconteceu em Brasília nos últimos dois anos. Todo mundo sabe do que estou falando. O país é muito forte e rico, agora, precisa ser mais justo e precisa de igualdade. Não é hora de se tratar de aumento de parlamentar. Eu sou contra o aumento do subsídio de parlamentares. Se isso chegar à Casa, evidentemente que eu não sou o dono da casa, aqui são 36 parlamentares, mas o meu voto é contrário.”

Já Bruno Cunha Lima criticou que “falta vergonha na cara”. “Eu não concordo, não. Eu voto contra. Essa é uma decisão minha. As pessoas já constataram que nesse país o que não falta é dinheiro. Dinheiro tem de sobra. O que falta é prioridade. Muitas vezes falta é vergonha na cara. Os atuais deputados federais retiraram, praticamente, R$ 2 bilhões dos cofres públicos para criar um fundo de campanha. Isso exatamente depois de terem congelado por 20 anos os investimentos públicos em saúde, segurança, educação… 20 anos… Sem aumento real no investimento público brasileiro. E quando se soma o fundo eleitoral com o fundo partidário são praticamente R$ 3 bilhões que são distribuídos entre partidos e candidatos. Então nesse país o que não falta é dinheiro, é prioridade. Acredito que tem outras coisas mais importantes a serem discutidas e debatidas do que aumento de deputado.”

Click PB

 

 

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