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Clinton Medeiros

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Paraíba tem 14 mil animais abandonados nas ruas

Política

Paraíba tem 14 mil animais abandonados nas ruas

Na Paraíba, existem mais de 14 mil cães e gatos soltos nas ruas, segundo estimativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e um dos principais problemas dos animais abandonados é o crescimento destas populações nas cidades. Sem cuidados como a vacinação, surgem as doenças, como a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), mais conhecida como calazar, que teve 1,3 mil casos confirmados no Estado de janeiro de 2017 a fevereiro de 2018. Em parceria com ONGs que cuidam de animais e instituições como o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), a SES está elaborando um projeto para promover a esterilização desses animais, reduzindo o risco de transmissão das doenças para as pessoas.

O chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses da SES, Francisco de Assis Azevedo, explicou que o edital de chamamento público, para que empresas participem do projeto de controle de natalidade de cães e gatos, está sendo finalizado. Ainda não há data prevista para o lançamento, mas os detalhes estão sendo discutidos. A última reunião foi realizada em junho, entre a SES e uma comissão, com representações das ONGs das quatro macrorregiões da Paraíba, formada no primeiro encontro que ocorreu. As clínicas selecionadas vão fazer as esterilizações dentro da sua área de jurisdição.

“O objetivo do edital é contratar empresas para prestação de serviços veterinários especializados na esterilização cirúrgica de cães e gatos. As cirurgias serão executadas nas sedes das macrorregionais de saúde – João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa – para controle de doenças transmitidas por cães e gatos, considerando a superpopulação dos animais susceptíveis para algumas zoonoses de relevância em saúde pública”, explicou. “A execução do projeto pretende minorar a situação de risco de transmissão de doenças destes animais para a população humana”, concluiu.

Ação importante

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB), Domingos Fernandes Lugo Neto, afirmou que as discussões em torno do projeto ainda estão em andamento. Segundo ele, há divergências em relação a alguns pontos, entre eles, o valor destinado ao projeto que, em sua opinião, não contempla todo o volume.

“Porém, o projeto já é alguma coisa. Os animais de rua representam um risco de transmissão e disseminação de doenças como leishmaniose, sarna (escabiose) e raiva, apesar desta última ter certo controle por causa da vacinação”, observou.

Já a presidente do Fórum Estadual de Proteção e Defesa Animal da Paraíba, Zélia Monteiro Bora, acha que a iniciativa é importante. “Vivemos num Estado grande. Esse problema de animais abandonados é evidente em João Pessoa, mas nos outros municípios há carência de conscientização e de entidades que possam trabalhar a questão. É profundamente importante que o Estado esteja se voltando para essa necessidade”, elogiou.

O assunto, segundo Zélia, está em discussão pelo mundo e ela tem participado de eventos. Ainda este ano, a presidente do Fórum Estadual de Proteção e Defesa Animal da Paraíba deve comparecer a debates na Argentina e no Japão.

Matanças comuns na Paraíba

Enquanto alguns trabalham pelo bem dos animais, outros entendem que a extinção deles é a solução mais fácil. Foi o que aconteceu no município de Igaracy, localizado no Alto Sertão paraibano, em março deste ano. A população da cidade presenciou uma matança em que foram sacrificados mais de 30 cães. Os moradores se revoltaram e o crime chamou a atenção dos defensores dos animais. Os cães foram recolhidos e mortos pela Secretaria de Saúde do município.

O caso levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a pedir a exoneração do secretário de Saúde da cidade, José Carlos Maia. O MPPB foi informado de que o número de animais mortos poderia ser ainda maior e que, ao contrário das informações repassadas pelo município, os cães não teriam sido mortos com aplicação de medicação e sim, a pauladas.

A justificativa do secretário para o sacrifício foi de que o município não tinha onde abrigar os animais doentes que estavam nas ruas. Ele afirmou que é médico veterinário e que foi o responsável pela eutanásia.

Durante o mês de junho, outro episódio de maus tratos a animais foi registrado em João Pessoa. Foram registradas mortes de vários gatos no Centro Administrativo Municipal (CAM). A Prefeitura instaurou inquérito administrativo para apurar as causas das mortes e tentar identificar quem teria cometido o crime. Os animais que ainda estavam perambulando pelo local foram levados para o Centro de Controle de Zoonoses para serem esterilizados.

G1 Paraíba

 

 

 

 

 

 

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