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Clinton Medeiros

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Indefinição do PP na Paraíba só cresce

Política

Indefinição do PP na Paraíba só cresce

Faltando mais de 20 dias para a definição das chapas que irão disputar o governo da Paraíba e o Senado Federal, o Progressistas tem sido cortejado como a noiva mais desejada para o casamento eleitoral deste ano pelos partidos que encabeçam a disputa do Executivo. Entre conversas e anúncios de decisão desmarcados, a legenda que é comandada pelo vice-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, não dá pistas sobre com quem vai ficar após 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias que fecham questão sobre as alianças e composições para o pleito.

Figurando do lado oposicionista desde o primeiro governo Ricardo Coutinho iniciado em 2011, o Progressistas pode colocar as diferenças de lado para se unir ao esquema do governador que pretende eleger o ex-secretário João Azevêdo (PSB). Até uma audiência entre a deputada Daniella Ribeiro, que é pré-candidata ao Senado, já ocorreu. Foi uma agenda administrativa, porém, até então era inimaginável que ocorresse. Nada que um ano eleitoral não possbilite em termos de acertos futuros.

Por outro lado, os oposicionistas José Maranhão (MDB) e Lucélio Cartaxo (PV) ainda nutrem esperanças de que estejam juntos com o Progressistas nas urnas em outubro. Assim como Azevêdo, os outros dois pré-candidatos ao governo não têm poupado elogios ao grupo, inclusive às qualidades de Daniella Ribeiro, que já disse que tem coragem para encarar a disputa e, pela forma como os pretendentes têm exposto o interesse, também tem muito a contribuir com os projetos postos na disputa pela sucessão ao Palácio da Redenção.

Soma-se a isso o tempo de guia eleitoral de rádio e TV, o quarto maior, além de uma boa contribuição financeira que vem com um dos maiores montantes do fundo de financiamento eleitoral. É um dote de respeito, que todos querem dispor.

Preterido num primeiro momento pelo agrupamento de Lucélio, que fechou questão com vice e dois senadores, agora já busca uma reaproximação, após o senador Raimundo Lira (PSD) desistir da reeleição.

O Progressistas deixa a disputa em grande expectativa, porém, se demorar demais pode ficar solitário no altar. Todos querem final feliz. Mas em política não dá para todos.

O governador Ricardo Coutinho (PSB) já afirmou que a deputada Daniella Ribeiro possui perfil para figurar como candidata a senadora na chapa do PSB ao lado de João Azevedo (PSB). Ele citou que Daniella possui um perfil propício para a chapa e disse que as configurações ao Senado têm passado muito por Campina Grande.

Mas esse pensamento não é unanime na situação, pois o vereador Marcos Henriques (PT) de João Pessoa, não é feliz de ter ao lado os Progressistas, ele afirmou que os partidos de esquerda como o PT e o PSB devem buscar nas eleições deste ano compor um congresso progressista em Brasília, elegendo nomes dos partidos ditos de esquerda. O vereador também criticou a escolha do nome do vice da chapa e afirmou não conceber votar em Daniella Ribeiro caso ela se una a chapa, ”dificilmente a militância votará em alguém que concebeu esta política”.

Outro ponto é a passagem de Gleisi Hoffmann pela Paraíba, e sobrou para o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, principal liderança do PP da Paraíba. Simplesmente, Gleisi pediu ao PSB que afaste o parlamentar do palanque socialista nas eleições deste ano.

A informação foi repassada ao blog por uma fonte que presenciou a conversa da presidente nacional do PT, ora na reunião com os petistas paraibanos, ora numa confidencia quando ela se dirigia até a Granja Santana para se reunir com o governador Ricardo Coutinho.

Os petistas não esquecem que Aguinaldo foi ministro do Governo Dilma Rousseff, do PT e, depois, trabalhou no impeachment dela. Ou seja, um veto duro que os socialistas não contavam.

Mais apesar disso Progressistas ainda não decidiram sobre qual candidato vai apoiar para governador da Paraíba nessas eleições. Já está agendada uma nova reunião entre a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) e o governador, para o próximo dia 27 de julho, na Granja Santana, em João Pessoa.

– Eu acho que esse xadrez do Senado tem passado muito por Campina Grande. Acho que Daniella tem perfil, além de ser uma mulher com capacidade de desempenhar um papel diferenciado nessa política que temos – disse.

A deputada estadual Daniella Ribeiro falou sobre essa posição para as eleições 2018. Ela disse que o PP deve definir suas alianças nos próximos dias. Disse ainda que esteve reunida com os pré-candidatos a deputado estadual e que Aguinaldo Ribeiro também estará reunido com eles em breve.

Sobre ser candidata a senadora, Daniella sorriu e disse que há 90% de chance disso acontecer.

CONSEQUÊNCIAS

Quando convidou a vereadora Eliza Virginia, o ex-procurador Eitel Santiago e o ex-deputado Domiciano Cabral para ingressarem no partido, a direção do PP não sinalizou que poderia se aliar ao governador Ricardo Coutinho. Afinal, durante oito anos foi oposição. Pior: os militantes não foram sequer consultados sobre os recentes entendimentos entre a deputada Daniella Ribeiro e o governador.

Por isso, uma rebelião está ocorrendo nos intestinos da legenda. E o partido está dividido. A cúpula familiar dos deputados Aguinaldo e Daniella e do vice-prefeito Enivaldo Ribeiro, ruma para fechar com o PSB do governador, mas a militância da base rema, abertamente, em outras direções. Falam em 15 milhões de razões para aderir à candidatura de João Azevedo.

Como a decisão de fechar alianças é uma assembleia familiar, não é impossível que o clã Ribeiro acerte com um agrupamento político, mas seja obrigado a liberar a militância do partido para seguir com outros candidatos.

Do último fim de semana para cá, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) tem conversado com candidatos a deputados estaduais e federais do seu partido e tem perguntado a quem o PP deve apoiar ao Governo em 2018? A depender do que tem ouvido da maioria, a sigla fica onde está; na Oposição.

Outras lideranças do PP por sinal já se reuniram para avaliar a visita de Daniella Ribeiro à Granja Santana, residência oficial do governador, a pretexto de discutir os problemas da segurança pública.

Receiam que a visita se transforme em apoio aos socialistas nas eleições deste ano. Por isso, a reação dos que defendem a permanência da legenda na oposição foi imediata.

Não importa se numa aliança com Lucélio Cartaxo ou José Maranhão, desde que seja na oposição. Avaliam que mudar de lado a essa altura dos acontecimentos não seria a estratégia certa.

Se a sigla for para a situação essas lideranças que se sentem, desde já, em situação de desconforto acham que não teriam chances nenhuma nas eleições proporcionais.

OPOSIÇÃO

“Prefiro acreditar na coerência do PP, que se manteve durante esses oitos na oposição e acredito que assim se permanecerá nessas eleições”, disse Bruno Cunha lima (SDD) líder da oposição na ALPB.

Avaliando a atual conjuntura política estadual, a primeira-dama de Campina Grande, pré-candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Lucélio Cartaxo (PV), Micheline Rodrigues (PSDB), comentou o possível rompimento com o Progressistas, que “ameaça abandonar o barco da oposição” e migrar para o grupo político do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Ao repórter Carlos Sousa, do Sistema Correio, Micheline declarou que o Progressistas tem liberdade e autonomia para decidir o rumo político, mas não descartou o apoio a legenda. “Estamso conversando com a própria Daniella, com Aguinaldo, e claro que é importante que o PP esteja do nosso lado”, disse.

Diante das indefinições e expectativas o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e informações de aliados de Aguinaldo dão conta que o líder progressista pode anunciar o apoio ainda neste sábado (14), durante encontros que serão realizados pelo PV e PSB, em Campina Grande, entretanto, dificilmente, isso ocorrerá, já que os aliados ainda não foram convocados.

O que tem de certo é uma reunião entre Aguinaldo e os pré-candidatos a deputado federal para anunciar a decisão. A data também ainda não está definida. Segundo informações, pode ser no domingo ou segunda-feira (15). A tendência da legenda, segundo os aliados é pela manutenção da aliança com o PV. Porém, diante da imprevisibilidade da sigla, tanto Lucélio, João Azevêdo e Maranhão estão no páreo.

Vale destacar como última repercussão, a fala de Enivaldo Ribeiro, em que disse que o único defeito de João Azevedo é ser candidato de Ricardo Coutinho.

Marcone Ferreira

 

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