Deputado João Henrique acusado de fazer parte de quadrilha de contrabando. Ele divulgou nota

Joao HenriqueUma quadrilha especializada no contrabando da turmalina paraíba, uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo, foi desarticulada na madrugada desta quarta-feira (27) na Operação Sete Chaves, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal em cidades da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo.

Entre as pessoas investigadas na operação estão o deputado estadual João Henrique (DEM) que é vice presidente da Assembleia Legislativa.

João Henrique no Médio Piranhas foi votado nas cidades de Brejo do Cruz, Brejo dos Santos e São Bento.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha extraía a turmalina paraíba em São José da Batalha, distrito do município de Salgadinho e levada à Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era esquentada com certificados de licença de exploração.

De lá, as pedras seguiam para Governador Valadares, em Minas Gerais, para a comercialização em mercados do exterior como Bangkok, na Tailândia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.

Cerca de 130 policiais federais de todo o Nordeste dão cumprimento simultâneo a 35 medidas judiciais, sendo 8 de prisão preventiva, 19 mandados de busca e apreensão e 8 de sequestro de bens.

Na Paraíba, os trabalhos são desenvolvidos em João Pessoa, Monteiro e Salgadinho. A operação também acontece em Natal e Parelhas, no Rio Grande do Norte; em Governador Valadares, nas Minas Gerais; e na capital paulista.

O deputado João Henrique (DEM), que teve o nome envolvido na ‘Operação Sete Chaves’, desencadeada pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (27) com o objetivo de combater e desarticular uma suposta organização criminosa que agia na extração ilegal e comercialização da turmalina Paraíba, emitiu nota a imprensa no final da manhã negando qualquer tipo de ilegalidade nas suas empresas.

Apesar de o processo tramitar em segredo de Justiça, o deputado confirma que é sócio e representante legal da empresa Paraíba Tourmaline Mineração LTDA., devidamente estabelecida há mais de 15 anos e devidamente registrada no Ministério de Minas e Energia.

“Portanto, a empresa do deputado está completamente regular perante a Receita Federal e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), sendo a única que dispõe de concessão de LAVRA para o minério Turmalina (que, na linguagem popular, é o documento legal que autoriza uma empresa a explorar, inclusive comercialmente, um minério específico)”, diz a nota.