Cajazeiras vai ganhar um abrigo para animais abandonados

CanilCajazeirasO grande número de cães vivendo nas ruas tem sido uma grande preocupação da população do setor de zoonoses do município de Cajazeiras, principalmente em função da epidemia de calazar que tem sido observada na cidade, inclusive, em humanos.

O veterinário Sávio Albuquerque se disse impressionado com o elevado número de cães, cujos exames dão positivo. Os cães diagnosticados com calazar são sacrificados, pois nos animais, não tem cura. O serviço de recolhimento dos animais doentes e abandonados é feito por uma empresa contratada pelo município e tem como responsável Eliézer Celerino. É feito o teste rápido pelos setor de zoonoses e os que são diagnosticados com a doença, são eliminados.

Eliézer informou que já está construindo em Cajazeiras um Canil particular cujo objetivo é prestar serviços ao município. Ele disse que os cães de rua serão levados para o local, examinados, os que estiveram com a doença serão sacrificados e os que não estiveram serão castrados e soltos novamente nas ruas, no mesmo local onde foram encontrados. Ele disse que a estimativa do IBGE é no sentido de que existam mais de 6 mil cães nas ruas da cidade. Muita gente que tem cadela em casa, quando dá cria terminam soltando os filhotes nas ruas. Uma denúncia grave. Segundo ele, várias pessoas estão trazendo cães e gatos de outras cidades e dos sítios, inclusive, dentro de sacos e jogando nas proximidades da cidade de Cajazeiras, agravando ainda mais o problema.

APAC

Cajazeiras conta hoje com a Apac (Associação de Proteção aos animais de Cajazeiras) que tem como presidente Edna Gouveia Oliveira e vem recolhendo animais como cães e gatos, vítimas de maus tratos. Os animais são levados para a entidade, tratados e depois colocados para adoção.

A entidade, entretanto, não tem condições de recolher todos os cães que hoje vivem nas ruas, transmitindo doenças. Esse, aliás, tem sido um problema sério que está acontecendo principalmente nas cidades médias e grandes: o grande número de cães vivendo nas ruas, principalmente os vira-latas. Em algumas cidades vem sendo feito um trabalho de esterilização dos cães para controlar a super população e os riscos à saúde pública.

A Associação de Proteção aos Animais de Cajazeiras foi fundada em 2013. É uma entidade sem fins lucrativos, responsável por um abrigo que mantém cães abandonados e vítimas de maus tratos. Seguimos a linha de defesa dos animais de Cajazeiras, onde não existe ainda uma instituição oficial que possa deles cuidar e temos como foco principal a adoção, pois compreendemos que um abrigo deve ser apenas um lar temporário e não um lar definitivo, diz a entidade no blogdaapac.blogspot.com.br e na página no face.

A entidade informa que realiza o recolhimento de cães abandonados, idosos, com patologias ou vítimas de maus tratos. Infelizmente, não conseguimos atender toda a demanda de animais abandonados na cidade de Cajazeiras, uma vez que a Associação é mantida através de doações dos voluntários, doações espontâneas da comunidade, da venda de produtos da APAC, da promoção de rifas e bazares e também com uma ajuda financeira da Prefeitura Municipal de Cajazeiras. A APAC não possui um local próprio. O abrigo é alugado. O público alvo são cães em situação de risco.

A associação no momento é presidida por Edna Gouveia Oliveira. As dificuldades, pois a associação vive de doações e do trabalho de voluntários. Para complicar a situação elementos entraram na sede e roubaram ração, vermífugo, algodão, gaze, entre outros, relatou a presidente da entidade. Pessoas desonestas também estariam recebendo doações usando o nome da APAC, denunciou a diretoria.

Segundo a APAC de alguns anos para cá, surgiu uma grande movimentação na sociedade em geral, incluindo famosos, sobre a importância de adotar um animal.

Prova disso, é a quantidade de cães abandonados nas ruas e recolhidos para abrigos, só aguardando um novo lar e um dono que possa dar a devida atenção e carinho.

 

O Brasil tem mais de 30 milhões de animais abandonados, só entre cães e gatos. A adoção poderia ser a solução.

O problema é que, assim como nos orfanatos, onde bebês brancos e sem doenças são os mais procurados pelas famílias, nos abrigos para animais a maioria das pessoas busca filhotes sadios e que não sejam vira-latas.

De maneira em geral, quando uma pessoa ou família decide que está na hora de ter um animalzinho de estimação, vão logo procurar cães de raça, de fácil convívio e avaliam seu preço. Mas, por que não pensar em adotar um vira-lata? Além de ter todo o seu charme e características particulares, seu preço pode ser extremamente baixo ou, em vários casos, custo zero, diz a entidade.

Fonte: Diário do Sertão