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Clinton Medeiros

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Patos a maior cidade do Sertão da Paraíba vive uma ausência de políticas públicas para causa animal

Saúde

Patos a maior cidade do Sertão da Paraíba vive uma ausência de políticas públicas para causa animal

Maus tratos e muitos animais pelas ruas

A Câmara Municipal de Patos recebeu protetores de animais do município para debater, em Audiência Pública, a situação crítica envolvendo animais de rua, a falta de apoio para os abrigos de animais abandonados e a crise envolvendo as ONG’s que abraçam a causa animal em Patos.

A audiência buscou debater a verdadeira situação sobre a participação do Poder Público no que tange aos cuidados com os animais. A falta de castrações tem gerado um alto número de animais abandonados pelas ruas de Patos. Sem ter para onde ir, o jeito é abrigar em casas e espaços sem estrutura adequada. A audiência contou com a participação de várias autoridades no assunto, mas a maior parte dos vereadores ficou em casa.

A protetora de animais Ana Silva usou a tribuna, durante audiência pública, para expor a real situação da cidade de Patos com relação ao cuidado com os animais de rua. Ela se emocionou ao falar das dificuldades que o grupo vem enfrentando para manter os cuidados voluntários.

“A situação é precária. Nós queremos uma solução, porque do jeito que está não dá pra ficar. Eu comecei alimentando apenas dois ou três cachorros e cinco gatos, hoje nós temos 35 gatos e 20 cachorros. Não tenho a ajuda de ninguém. Vejo muitos cobrando, mas para colocar a mão na massa, não tem. Só vejo Patrian [vereador], meia-noite, uma hora da madrugada, sair de seu conforto para resgatar animais feridos. Então queremos uma solução, pois estamos cansados, não temos a ajuda de ninguém. Batemos nas portas pedindo ajuda, e muitas vezes somos humilhados”, disse a cuidadora de animais.

Segundo Ana Silva, o baixo número de pessoas para ajudar ou contribuir de alguma forma é tão pequeno que não chega a resolver os problemas. Ela chorou ao citar a situação dos animais de rua na chuva, sem ter abrigo adequado.

“Eu tenho apenas 204 seguidores, mas de lá são 12 ou 13 que me ajudam. É muito difícil, queremos castração, queremos um lugar para colocar esses animais, que sofrem com chuva, frio, nas ruas. Não temos ajuda de ninguém. O nosso coração sangra vendo essa situação de sofrimento dos animais. Mas enquanto eu tiver vida, há esperança; eu vou continuar”, disse a protetora Ana Silva.

Já o defensor de animais Rafael Gomes, criticou que as promessas ficam apenas em reuniões, mas não saem do papel. Segundo ele, não há mais condições para ouvir apenas propostas, mas espera ação rápida para resolver a problemática.

“Naquele momento, existia um problema, o prefeito convocou os protetores, apresentou um veículo que desfila pela cidade com um ou dois cachorros em cima, que dizem que vão castrar, mas é castração fake, como disse o professor. Foi feita uma parceria sim com o Adota Patos, mas é o esforço de muitos, que vendem rifas, fazem festas, reuniões. Eu desafio o secretário a me mostrar uma lista que foi entregue a mim para que fizéssemos as castrações de forma satisfatória. A ONG está há três meses parada com a subvenção atrasada e sem as políticas públicas que foram prometidas pelo município”, lamentou Rafael.

REPERCUSSÃO

O vereador Josmá Oliveira (Patriota), cobrou a adoção de uma política pública para a castração de animais na cidade.

Josmá afirmou que atualmente está quase impossível transitar nas ruas da cidade sem encontrar manilhas de cães, e citou as condenações do Tribunal de Justiça ao município de Patos, para justificar a falta de políticas públicas no município, para discutir a causa e fazer o controle populacional dos animais.

“Hoje é quase impossível se andar e não encontrar uma manilha de cachorros. A gente sabe que não é culpa dos animais, eles não pensam, e são vítimas da falta de políticas públicas e também da falta de conscientização das pessoas que não sabem criar o animal”, disse o vereador.

Josmá também denunciou que pessoas de outros municípios estão trazendo animais para Patos, bem como a falta de apoio do município a ONG Adota Patos, e a ausência da Universidade Federal de Campina Grande-UFCG, que segundo ele, que pouco tem contribuído em relação a causa.

A protetora da causa animal e estudante do curso de medicina veterinária, Yasmin Tauane, também fez uso da tribuna da Câmara e disse que o aumento exacerbado da população tem feito aumentar os problemas relacionados a causa animal na cidade.

Ela citou que a problemática envolvendo inúmeros casos de maus tratos e ataques a população provocados pela fome, tem sobrecarregado os voluntários da causa animal em relação a responsabilidade de achar solução para o problema, e disse que o problema só não está pior por que muitos voluntários tem se envolvidos com a causa.

Informações com Patos Online

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