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Operação da Polícia federal contra Prefeitura de Lagoa-PB. Suspeita de irregularidades com dinheiro da Covid

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Operação da Polícia federal contra Prefeitura de Lagoa-PB. Suspeita de irregularidades com dinheiro da Covid

A Operação Select deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) pela Polícia Federal indica que uma empresa que não era do ramo de insumos médicos fornecia testes rápidos para detecção do novo coronavírus com valor de até 89% maior para prefeituras na Paraíba. Os recursos para compra dos testes são oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS), para o enfrentamento da covid-19.

Uma das prefeituras investigadas na Operação Select, deflagrada hoje pela manhã, teria comprado testes rápidos da covid-19 com sobrepreço superior a 90%. A investigação fez uma ‘varredura’ em dois contratos da prefeitura de Lagoa, no Sertão do Estado, que tinha na época como prefeito Gilbertinho Linhares (REP), hoje a atual gestora é sua tia Socorro de Biró (REP).

A informação está na decisão judicial que determinou o cumprimento das buscas e apreensões. O documento é assinado pelo juiz Guilherme Castro Lôpo, da 8ª Vara da Justiça Federal.

Conforme a CGU, o contrato foi firmado através de uma dispensa de licitação. Cada um deles teve o objetivo de adquirir 300 testes, no valor de R$ 21,6 mil.

A empresa contratada foi a Everton Barbosa Falcão, localizada em João Pessoa.

Foram cumpridos ainda 28 mandados de busca e apreensão em empresas e órgãos públicos nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Caldas Brandão, Mamanguape, Cuité de Mamanguape, Alhandra, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz e Lagoa. De acordo com a investigação, esses municípios teriam comprado, de 2020 a 2021, kits de testes rápidos para detecção de covid-19, com sobrepreço potencial, através de procedimentos de dispensas de licitação, em tese, fraudados.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara Federal em João Pessoa, 12ª Vara Federal em Guarabira e 8ª Vara Federal em Sousa, com pareceres favoráveis do Ministério Público Federal. Segundo as investigações, os prejuízos ao erário podem passar dos R$ 2,8 milhões.

A operação conta também com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU).

A empresa investigada aparece como uma das maiores credoras de municípios paraibanos no ano de 2021 na condição de fornecedora de insumos médicos, embora desempenhasse sua atividade principal em ramo totalmente diverso deste até o início da pandemia.

Informações com Jornal da Paraíba

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